Toilgirls




Toilgirls é um site em que fotos de mulheres gordinhas de verdade são tranformados em desenhos sensuais
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Em uma sociedade grande parte da população sofre com a fome e a pobreza, ser obeso significa ter status e poder.
"Quando você é gordo, tem uma cara saudável", disse à BBC Happiness Edem, que optou por passar por um tratamento de engorda antes do seu casamento.
"As pessoas te respeitam. Honram você. Aonde você vai, elas dizem, 'seu marido a alimenta bem'. Se você vai a um vilarejo, as pessoas vêm olhar para você, porque você é saudável."
A pedido de seu marido, Morris Eyo Edem, Happiness freqüentou um centro de engorda por seis meses antes do casamento.
Sendo um príncipe da tribo Efik, ele diz que precisa de uma esposa especialmente gorda, e garante que uma magricela não lhe chamaria a atenção.
"As pessoas pensariam que não sou rico", justifica ele.
"Se uma mulher não for gorda, não passar pelo processo (de engorda), ela não preenche os critérios do casamento."
Comer e dormir
O peso médio de uma mulher na Nigéria é de 60 quilos – mas Happiness tem bem mais que o dobro disso.
Ela relembra o tempo que passou no centro de engorda na cidade nigeriana de Calabar.
"De manhã você come bem. Depois você pode tomar um banho. Daí você pode dormir, você dorme bem. Você acorda, come, dorme", descreve.
Happiness diz que mantém os resultados do "tratamento" comendo garri – um mingau de mandioca – e saladas feitas com ingredientes locais, como Ekpan Koko e Oto.
Mas o príncipe diz que manda acrescentar à refeição da esposa arroz, feijão, carne e peixe.
"Para fazê-la ainda maior, e manter a estatura que um homem quer que sua mulher tenha", justifica.
Edem torce o nariz para os riscos de doenças cardíacas, diabetes e outros problemas de saúde associados com o excesso de peso.
"É tudo uma questão de cultura. A cultura aqui na nossa área permite que as mulheres freqüentem os centros de engorda", ele diz.
"Mas a cultura da Europa, da Ásia e da América não permite."
Para que um paciente com obesidade seja operado é preciso que cinco condições sejam preenchidas.
Normalmente as idades limites para se submeter à cirurgia bariátrica estão entre 18 e 65 anos. No entanto, aqui cada caso deverá ser examinado separadamente. Algumas pessoas mais jovens e outras com mais idade que os limites estabelecidos têm sido operadas.
As indicações para cirurgia bariatrica são feitas quando o IMC (PESO EM Kg / ALTURA EM METROS ao quadrado) está acima de 40. No caso do paciente apresentar alguma doença relacionada com obesidade, que são chamadas de comorbidades (hipertensão, diabetes, artrite...) o IMC necessário para ser indicada a cirurgia é de 35.
É preciso que os exames que são realizados antes da operação mostrem que o paciente poderá ser operado com o mínimo de risco. Se houver alguma alteração, o paciente deverá ser tratado do problema antes da cirurgia.
Este é um dos aspectos mais importantes e por vezes demorado. Para decidir-se pela cirurgia bariatrica é fundamental que o paciente tenha acesso a todas as informações relacionadas com a operação que pretende se submeter assim como o pós operatório imediato e tardio. Para isto ele conta com este site, com a reunião mensal que é realizada na Casa de Saúde São José (Sempre na segunda quinta-feira do mês, das 19 as 21 horas) e com a ida ao consultório onde qualquer dúvida que persistir deverá ser esclarecida.
O tempo aqui é variável, com alguns decidindo-se mais rápidamente que outros. Lembre-se que todas as dúvidas devem ser esclarecidas antes da decisão de operar.
É preciso que o paciente possa ser operado pela equipe médica (geralmente 3 cirurgiões, 2 anestesistas e uma instrumentadora) em Hospital que esteja aparelhado para o tratamento de pessoas com obesidade mórbida.
As operações para a cura da obesidade mórbida (cirurgia bariatrica) existem desde a década de 1950. Quando nos alimentamos, a comida cai inicialmente no estômago e em seguida passa por cerca de 5 metros de intestino delgado antes de atingir o intestino grosso. Logo no início do intestino delgado (no duodeno) o alimento se mistura com o suco pancreático e a digestão se processa permitindo que o alimento entre para o nosso corpo. O alimento é incorporado em nosso corpo durante a passagem pelo intestino delgado. As primeiras operações faziam uma ligação do início do intestino delgado com a porção final do mesmo, impedindo que o alimento ingerido passasse e fosse absorvido pelos 5 metros de intestino delgado. Estas cirurgias, apesar de proporcionarem grande emagrecimento, levavam à desnutrição grave e, por isto, foram abandonadas até que as pesquisas mostrassem um caminho mais seguro para estes pacientes. Hoje, a cirurgia para cura da obesidade mórbida é apresentada na imprensa e discutida entre os médicos em congressos porque nos últimos anos, cirurgias eficazes surgiram, propiciando um emagrecimento com saúde.
Hoje são reconhecidos 3 tipos de operações:
Como já vimos, todo o esforço é feito para que a operação seja um grande sucesso. Este é o objetivo da equipe médica e do paciente. Para tal temos que ter informações precisas sobre o estado de saúde do paciente antes da operação. Por isso muitos exames são realizados e só depois dos resultados conhecidos e da correção de qualquer anormalidade encontrada é que podemos decidir sobre a cirurgia bariatrica. Os exames normalmente solicitados estão listados abaixo com uma pequena explicação do porque da sua realização.
Exames pré-operatórios de rotina:
Embora sejam raras, existem doenças que podem levar a obesidade cuja correção não é feita através das operações propostas acima. Alguns pacientes podem ter, por exemplo, um tumor na glândula supra-renal que leva a obesidade. Neste caso a operação proposta tem que ser a retirada do tumor para que o paciente fique curado da doença e também da obesidade. Assim um estudo das glândulas endócrinas tem que ser realizado antes da decisão cirúrgica.
Existem distúrbios psiquiátricos que podem contra-indicar a cirurgia bariátrica. Tomemos como exemplo um paciente que sofra de uma doença chamada compulsão alimentar que faz com que o paciente, mesmo sem fome, coma uma quantidade exagerada de alimentos. Certamente que este distúrbio tem que ser tratado antes da operação, uma vez que após a cirurgia não será possível a ingestão desta quantidade de alimentos.
O conhecimento do perfil psicológico do paciente é fundamental para ajudá-lo durante a internação e no pós-operatório.
O conhecimento da situação ginecológica prévia a operação é fundamental. Qualquer infecção deve ser tratada e se existir doenças que necessitem cirurgia como miomas uterinos que provoquem sangramentos deveremos ter conhecimento para podermos decidir se as cirurgias devem ser feitas separadamente e em que ocasião.
A pessoa com obesidade tem que fazer um esforço maior para respirar, um pulmão sem restrições é muito importante principalmente no pós-operatório imediato. Algumas pessoas têm que fazer exercícios respiratórios antes da operação.
A necessidade do conhecimento do estado funcional do coração é evidente. Além disto o cardiologista calcula o risco da cirurgia proposta para aquele paciente.
Este exame é importante para se detectar alguma doença pulmonar e estudar o tamanho do coração.
A presença de pedras na vesícula é mais comum no paciente obeso, caso isto se confirme a retirada da vesícula deverá ser feita no momento da cirurgia para cura da obesidade. Outras anormalidades também podem ser reveladas por este exame.
A maior parte das cirurgias propostas incluem a diminuição e até mesmo o isolamento de parte do estômago do trânsito alimentar. Qualquer anormalidade deve ser tratada antes da operação.
Através destes exames nós poderemos detectar doenças como por exemplo diabetes, anemia, insuficiência renal, aumento de triglicerídios, colesterol etc...é fundamental para tratar antes da operação e para podermos comparar os benefícios da cirurgia bariatrica através de exames posteriores.
O pós-operatório da colocação da banda gástrica ajustável é o mais simples. O paciente ao sair do centro cirúrgico volta para o quarto, permanece com soro e aceitando a alimentação líquida, pode ter alta no dia seguinte da operação.
No caso da operação de Capella-Fobi (outro tipo de cirurgia bariatrica), ao sair do centro cirúrgico o paciente é encaminhado para um local onde possa ser acompanhado por médicos e enfermeiros. Em alguns hospitais é a unidade de recuperação pós-operatória e em outros o CTI. Neste primeiro dia o paciente permanece com soro e sem receber alimentação pela boca. No dia seguinte recebe alta para o quarto, permanece com soro e inicia dieta líquida. Já está sem a sonda na bexiga, andando e indo ao banheiro, uma vez que a movimentação fora do leito é muito importante para a recuperação. No dia seguinte, tendo aceitado bem a dieta líquida, já fica sem soro. No dia seguinte o paciente tem alta hospitalar, completando 3 dias de internação.
Devemos lembrar que a medicina não é uma ciência exata e o que está descrito acima vai ocorrer com a grande maioria dos pacientes. No entanto, alguns podem ter que permanecer mais dias internados e outros podem ter alta mais cedo.
A dor pós-operatória normalmente é de muito pouca intensidade uma vez que é feita uma analgesia peri-dural que praticamente impede dor nas primeiras 24 horas. A dor após este período é de menor intensidade e é resolvida com administração de analgésicos.
Como já dissemos, a cirurgia para cura da obesidade grave (cirurgia bariatrica) não é um milagre e sim uma troca que na grande maioria das vezes é altamente vantajosa. No entanto, como em toda cirurgia, podem ocorrer complicações.
Nos pacientes operados para colocação de banda gástrica ajustável as complicações durante a operação e no pós-operatório imediato são menores, seguindo-se uma mortalidade muito baixa. Esta cirurgia, no entanto, apresenta complicações tardias em número maior que os procedimentos de by-pass (Capella-Fobi), geralmente relacionadas a movimentação da banda causando dificuldade na passagem do alimento ou a extrusão (entrada da banda para dentro do estômago) que vai necessitar a retirada da mesma. Os trabalhos de diversos autores mostram uma incidência de extrusão muito variável indo de 1% a até 14% dos casos operados.
Nos pacientes que são submetidos a operação de Capella-Fobi, quando considerados todos os casos, desde o paciente jovem e sem co-morbidades (doenças associadas a obesidade) até aqueles com mais idade e com muitas doenças já instaladas, a mortalidade está abaixo de 2%. As causas que mais contribuem para isto são a abertura das costuras (na maioria realizadas por aparelhos mecânicos), a embolia pulmonar e complicações respiratórias. É evidente que os pacientes mais novos e com menos doenças associadas tem mortalidade menor.
Os pacientes operados pela cirurgia de Scopinaro têm complicações e mortalidade imediatas próximas dos submetidos à operação de Capella-Fobi. No entanto, o controle das deficiências nutricionais a longo prazo tem que ser mais rigoroso.
Nas cirurgias bariátricas que usam anel ou banda o paciente tem que saber que ao se alimentar de pedaços grandes principalmente de carne vermelha ou de bagaço de frutas não mastigados devidamente pode ocorrer obstrução (entupimento) da passagem, levando às vezes a necessidade de endoscopia para a retirada do alimento.

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