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Video de Março/2010

E finalmente o video do mês de março..demorou mais saiu!!



E assim fechamos o mês de março aqui no blog. Queremos agradecer aqui de coração a bela Aline Carvalho que esse mês nos mandou um monte de materias. Se esse mês conseguimos a marca de 45 posts , agradecemos a ela.

Ah ..e se você quiser participar do video do mês de abril , é só mandar 5 ou mais fotos pros emails do blog: gmaravilhosas@ymail.com e gmaravilhosas@gmail.com.
Nos tambem queremos fazer nossa homenagem de pascoa. Quer participar? mande sua foto com motivos de pascoa ( serve coelhinha , com ovo de pascoa ..sei lá..use a imaginação ) pros nosso emails: gmaravilhosas@ymail.com e gmaravilhosas@gmail.com.

Obrigado a todos os leitores do blog e as meninas que participaram do video!!
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Uma global sem frescura.




Domingo fui ao teatro assisitr a peça Gorda e ao final encontrei com a Fabiana Karla que simplesmente é uma atriz linda,mega simpática e carinhosa.A peça é tudo de bom e te leva do riso as lágrimas,muito bem escrita e cruel com os gordinhos...mas muito realista infelizmente.Estava acostumada a ver a Fabaina no Zorra Total e me surpreendi com sua atuação perfeita e forte.Ela aparece de maiô na peça para um público de 600 pessoas e segundo ela mesma no começo foi dificil,mas agora tira de letra...tenho que dizer aqui que a danada tem uns "pernão tudo de bom".

Gente e a pele do rosto????O que era aquilo?????? meninas parecia uma seda,uma boneca de porcelana.

Indico a peça para todos vocês porque é simplesmenmte imperdível.
No final da peça encontrei com ela para dar um gostoso abraço e oferecer uma pequena lembrança da loja,um conjunto rubi com alça em strass rubi que fizeram os olhinhos delas brilharem .



GORDA - TEATRO PROCÓPIO FERREIRA
Rua Augusta, 2823 - Cerqueira CésarFone: 3083.4475
Horário: Sexta e sábado, às 21h30.
Domingo às 19h
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Autoestima tamanho GG - Final

6. O livro fala das suas próprias experiências?

O livro tem três partes. Ele conta sobre minhas próprias experiências - as dietas malucas, a temporada em um acampamento para gordos, minha relação com os médicos e sendo doutrinada nas reuniões dos Vigilantes do Peso. A segunda parte trata das razões de tudo isso acontecer - a influência dos artistas de cinema, o aumento das cirurgias plásticas, a mudança na comida que comemos. A parte final traz várias sugestões sobre estilo e atitude.

7. Como você lida com as coisas ruins que as pessoas dizem sobre seu peso? Qual foi a pior?

Um dia, eu estava indo ver um filme e o segurança me perguntou: "E então, para quando é o neném?" Ele pensou que eu estivesse grávida. Eu disse: "Oh, Eu não estou grávida. Estou apenas gorda. O cara ficou horrorizado. E eu fiquei orgulhosa de mim mesma.

Eu acho que a coisa mais humilhante é quando alguém que você não conhece berra essas coisas para você em lugar público - no metrô, na rua. É sempre horrível e embaraçoso. Uma vez, eu estava atravessando a rua para ir ao parque fazer uma caminhada, e um cara em um caminhão botou a cabeça para fora da janela e gritou para mim: "Por que você não emagrece um pouco para correr mais rápido?". No início, eu fiquei com muita raiva. Depois eu parei e pensei: "Eu estou com roupa de academia, estou indo me exercitar e esse cara é um idiota".

Essas coisas acontecem com todo mundo, com todos que "descem para brincar no play", quando alguém faz pouco da sua cara. Você aprende a relevar. Não é problema seu. Se você é uma pessoa que diz coisas terríveis para outras que você não conhece, então você tem problemas.

8. Você acredita que a aceitação da sociedade é crescente para garotas saudáveis, com exceção das gordinhas?

Eu acho que há uma grande aceitação acontecendo nos últimos anos. Celebridades estão lutando contra a pressão para ser magro. Vários veículos de imprensa começam a questionar dietas e remédios para perder peso. Há mais e mais estilistas fazendo roupas sexy com um manequim um pouquinho maior, e mais e mais garotas ficam animadas para usá-las. Está melhorando cada vez mais.

9. Os homens americanos discriminam muito? É mais fácil para eles serem aceitos do que as mulheres?

Eu aposto que os homens americanos são tão maus quanto os brasileiros! Os americanos estão muito confuso com as gordinhas. Eu acho que eles gostam da gente, mas têm envergonha de dizer isso. Há realmente dois tipos de padrão: está tudo bem se o homem for gordo, mas a mulher gorda é um pecado. No entanto, vejo um número cada vez maior de caras que pintam as unhas, vão a academia, pintam o cabelo, compram cremes... Eu acho que eles sentem pressão também. Quando eu descobri que meus amigos heteros estavam depilando o peito, eu vi que os homens estavam com problemas.

10. Qual é o seu conselho para as adolescentes que sentem pena delas próprias e aquelas que têm problemas alimentares?

Há uma diferença entre fazer uma imagem ruim do próprio corpo e ter problemas alimentares. Se você tem uma doença como anorexia, bulimia, compulsão, você precisa de ajuda profissional. Procure por ajuda! Há uma saída. Existem pessoas que acreditam em você, amam você e querem ajudar você.

E eu digo a todas as mulheres: você tem que ser legal com você mesma. Ninguém vai te respeitar se você se diminuir, achar que não vale a pena. Você não tem que sair correndo, gritando "Eu sou a melhor!", mas por que olhar no espelho e dizer "Argh!"? Use as roupas que goste. Pratique esportes. Converse com seus amigos sobre suas preocupações. Todas as garotas pensam que estão gordas, não importa que número vistam: é sempre imenso. Então?! Se a esquálida do teu lado está desperdiçando o tempo e energia se preocupando com ela mesma, por que você deveria se importar?

Retirado daqui

Quer ler as outras partes? aqui , aqui e aqui

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Compulsão por gordura funciona como vício em cocaína, diz estudo

Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.

A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.

O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.

Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.

O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.

Obesidade

Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.

"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."

A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.

O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.

Prazer

Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.

O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.

Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.

A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal Nature Neuroscience.

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Retirado daqui

Mandado pra nós pela leitora Agatha Duque

Se você tiver uma indicação de reportagem para colocarmos no blog , mande pra gente os emails são gmaravilhosas@ymail.com e gmaravilhosas@gmail.com
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Estrela Adulta GG do Mes - Ashley Sage Ellington

Atendendo a pedidos , abriremos uma seção para o admiradores de gordinhas. Todos os meses escolheremos um estrela GG porno e faremos um pequena biografia aqui
E pra começar atederemos um pedido de um leitor. Espero que vocês gostem e deem suas opinioes

Ashley Sage Ellison (nascida em 14 de Maio de 1988), é uma modelo adulta Inglesa que chama ateção por sua carinha de adolescente com seios enormes (Tamanho JJ , alguem me ajude com a convesão disso!!) Tem 1,70 cm , não revela seu peso , e diz que suas medias sao 116 - 88 - 98.

Ashley começou com o site DreamOfAshley.com, onde fazia ensaios sensuais sem nudez, porem rapidamente começou a fazer topless (com um nu ocasional). DreamOfAshley foi atualizado ate agosto de 2008
Pouco tempo depois ela anunciou no seu myspace que agora ela fazia parte do SCORE Group, e sua primeira aparição foi em abril de 2009 como capa da Voluptuous magazine. Seu primeiro DVD pela SCORE, entitulado "Ashley's First Time" (A primeira vez de Ashley), começou a ser vendido em Fevereiro de 2009.

Seu novo site official é o AshleySageEllison.com, onde tudo que ela fez no outro site esta acessivel

Veja um pouquinho mais dessa gata!!






Dois Pequenos Videos





E Alguns Link pra vc ver um pouco mais sobre ela

http://www.dreamofashley.com/

http://www.ashleysageellison.com/

http://www.8teenfiles.com/models/dreamofashley.shtml

E Pra Fechar um presentinho de páscoa

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Tamanho grande: Tara Lynn posa para capa e ensaio da Elle francesa

A edição de abril da Elle francesa vai na contramão da pesquisa americana que garante que ver modelos gordinhas em campanhas e ensaios contribui para baixar a autoestima das mulheres. A top plus-size Tara Lynn é a capa da revista e estrela um editorial de mais de 20 páginas, ostentando seu exuberante manequim 48.

Com fotos de David Oldham, o ensaio promete causar polêmica, já que as curvas generosas de Tara podem ser vistas até em uma imagem dela nua. Cheia de estilo, a modelo plus-size aparece nas páginas da Elle usando peças de grifes como Chanel, Chloé, Hermès e Tommy Hilfiger, entre outras. Confira uma amostra do ensaio na galeria abaixo e, se quiser, veja todas as imagens.








Retirado daqui

Nota do Blogueiro: Enquanto isso no Brasil ...
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Beleza e estilo que não se medem na balança

Pois é, o mundo da moda está mudando – e para melhor! Até bem pouco tempo atrás, a magreza predominava as tendências de moda, mas a mesa está virando para o lado das gordinhas.

O universo fashion está crescendo em todas as vertentes e já existem muitas confecções que já criam roupas especialmente dedicadas às mais fofas.

Veja algumas dicas para o inverno 2010 para as mais gordinhas:

Por mais incrível que pareça, as pernas ficam de fora nesse inverno. As roupas são curtas, sim! Mas se você não se sente bem expondo as pernocas, basta seguir os conselhos sobre meia calça no post logo abaixo. Isso a ajudará a compor o look.

Outra grande dica é escolher peças escuras – que dão a ilusão de um corpo mais esguio. Além disso, os tons mais sombrios são as grandes apostas desse inverno.

Mas mesmo assim, se quiser usar estampas, não se acanhe! Basta dar preferência aos motivos pequenos com fundo escuro. E quanto às listras, não importa se são finas ou largas, o importante é que elas sejam verticais ou diagonais, já que as listras alongam a silhueta.

As saias de cintura alta nos modelos evasê e os vestidos trapassados devem ser as apostas das cheinhas. O modelo evasê é ótimos para disfarçar os quadris e a cintura alta modela o corpo e disfarça as gordurinhas a mais. Já o vestido traspassado, amarrado na lateral, disfarça as medidas.

Agora, se você vai apostar todas as suas fichas nas saias evasê, cuidado com a abertura das peças e pregas. Dê preferência aos modelos de corte reto na cintura e com uma abertura não muito larga para não criar muito volume no seu look.

Nos desfiles dos estilistas mais importantes, as mangas marcaram presença e são tendência para esse inverno, o que é ótimo para as mais gostosas – por que as gordurinhas a mais são excesso de gostosura, certo?

Use e abuse delas, mas com cuidado. Dependendo do tipo de manga, o resultado pode ser o oposto do esperado, alargando a silhueta. Prefira aquelas mais justinhas que vão se abrindo – um pouco – mais ao final.

E, para quem não consegue viver sem uma calça jeans (como eu), aposte nos jeans de lavagem mais escura e corte reto, mas nada de skinny!

As blusas, sempre com mangas – longas ou não – pedem decote em V, que alonga a silhueta. Não importa se o decote é profundo ou não, mas sempre tome o cuidado com relação às estampas e as listras.

E prefira as cores mais escuras, tanto para fazer o contraste com as estampas, quanto para os modelos lisos.

Para os calçados, prefira os de salto – que alongam as pernas – mas escolha as plataformas, para se sentir mais confortável. Mas, mesmo assim, as sandálias baixinhas, tipo rasteiras, também estão com tudo nesta estação. Pode usar sem medo!

E, claro, acessórios, muitos acessórios! Que mulher – fofa ou não – resiste a acessórios?
Retirado daqui

Nota do Blogueiro: Estão vendo estilistas? porque ao inves de malhar as mulheres acima do peso , não fazem moda pra elas ?
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'Vogue' teria vetado capa com atriz de 'Preciosa' por causa do peso

Segundo site, Gabourey Sidibe não está nos padrões desejados pela revista.

Parece que Gabourey Sidibe não estará na capa "Vogue". Segundo o site PopEater, os editores da revista teriam vetado ensaio com a protagonista de "Preciosa" por causa do peso da atriz.

"Ela é uma piada no mundo da moda. O que ela usou no Oscar não era um vestido, era uma tenda", disse uma fonte do site que trabalha na revista. Outra fonte do colunista Rob Shutter comentou ainda que os looks de estilistas usados pela publicação não caberiam na atriz: "A 'Vogue' é onde os estilistas mostram seus novos modelos pela primeira vez. É impossível que uma menina com peso normal entre naquelas roupas, imagine Gabourey".

Retirado daqui

Nota do Blogueiro: Se isso não for preconceito explicito..eu não sei mais o que é!! Opine!!
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Estilista causa polêmica ao dizer que suas roupas não são para mulheres gordas


Tamanhos maiores que o 42 "estimulam a obesidade", diz australiana

A estilista australiana Rosemary Masic, da marca Neveska, despertou a fúria feminina ao afirmar esta semana que suas roupas não combinavam com mulheres que estavam acima do peso. A declaração, feita no L'Oreal Melbourne Fashion Festival, aconteceu logo após o desfile da grife M Line (foto ao lado), especializada em adaptar tendências da moda para mulheres gordinhas.

Segundo Rosemary, suas coleções não vêm em tamanhos maiores que o 42 para não estimular a obesidade e o comportamento pouco saudável entre as mulheres. A declaração também foi uma crítica a diversas marcas australianas, que desde o ano passado investem pesado em coleções "plus-size".

– Não faço roupas para mulheres gordas porque não quero estimular esse comportamento pouco saudável. Amo a vida, adoro exercícios e me alimento bem. Sei que ser gordo não é saudável. As mulheres têm a obrigação de cuidar do próprio corpo – afirmou.

As declarações da estilista foram extremamente criticadas, principalmente por psiquiatras e especialistas em transtornos alimentares. Para eles, o pensamento distorcido pode fazer mais mal do que bem e até mesmo aumentar os índices de anorexia e bulimia no país.

A psicóloga Julie Parker, coordenadora da ONG Butterfly Foundation, que cuida de meninas com transtornos alimentares, repudiou o cometário da estilista.

– Vivemos em uma sociedade obcecada com a magreza e muitas pessoas confundem ser magra com ter saúde. Não são as mulheres que têm que mudar, mas sim este pensamento da indústria da moda – afirmou.

A modelo Sarah Collins, que desfilou para a grife M Line, também protestou, afirmando que todas as mulheres têm o direito de se sentir lindas.

– Só porque não temos um tipo de corpo não quer dizer que não podemos usar roupas da moda. Sou saudável, me exercito, como bem. Junk food não entra na minha boca, mas não consigo emagrecer. É frustrante receber uma crítica destas – disse Sarah.

Retirado daqui

Nota do Blogueiro: De suas opiniões sobre isso...a minha so pode ser definida com palavroes..
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Porca gorda

Por que as pessoas acima do peso nos incomodam tanto?
ELIANE BRUM

Assisti à “Gorda”, peça teatral em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. Ri muito. Em certo momento, meu riso ficou triste. Eu estava triste. Não pela gorda da peça, mas por me reconhecer no preconceito contra ela. No final, chorei.

Este é o enredo. Helena e Tony se conhecem num restaurante. Ela é gorda. Não gordinha. Gorda mesmo. Helena é vivida com muita competência pela atriz Fabiana Karla, de Zorra Total (TV Globo). Segundo a sinopse oficial, a personagem está 30 quilos acima do peso. Se compararmos com uma das modelos da moda, deve estar uns 50. Tony (o ótimo Michel Bercovitch) gosta dela. Ela é inteligente, divertida, sensual. Bonita. Helena gosta dele. Os dois se apaixonam. Mas, como um cara jovem, bem sucedido, MAGRO e disputado pelas mulheres MAGRAS pode escolher uma gorda, amar uma gorda, ser feliz com uma gorda?

A reação social diante da versão de amor impossível da nossa época é protagonizada por Caco (Mouhamed Harfouch), amigo e colega de trabalho de Tony, e por Joana (Flávia Rubim), sua ex gostosa, cujo maior temor da vida é engordar. São eles que representam, no enredo e no palco, pessoas como nós – sempre menos magras do que gostariam, magras o suficiente para não serem chamadas de gordas na rua.

O texto do americano Neil Labute é inteligente, rápido, fatal. Rimos muito. Primeiro, com ela. Helena é uma mulher bem-humorada. Como muitos gordos, defende-se fazendo piadas sobre seu tamanho. A velha regra: adiante-se, ria de si mesmo, antes que os outros o façam com a crueldade habitual. Se perder o timing, não acuse o golpe – ou nunca mais o deixarão em paz.

Aos poucos, começamos a rir muito dela (e não mais “com” ela), pelas piadas de Caco, ao descobrir que o amigo está namorando uma “porca gorda”. Fat Pig é o nome original da peça. Mas gostamos de Helena, testemunhamos o apaixonamento dos dois, sabemos que eles são felizes juntos. E passamos a nos sentir mal de rir, ainda que continuemos rindo. Não queremos ser como Caco – muito menos como Joana. Mas somos tão parecidos!

Nós – o senso-comum sentado na plateia – somos o mais próximo de um vilão que esta peça produz. O texto e os atores são competentes o suficiente para fazer com que a gente prefira não vencer. Torcemos para que Helena e Tony consigam ficar juntos, apesar de nós. Torcemos para que eles consigam vencer nosso preconceito e nos tornar melhores do que somos. Não sei se torceríamos assim num episódio da vida real. E esta é a questão que a peça também nos deixa.

O final é brilhante.

Acho que vale a pena pensar sobre as questões que esta peça provoca. Começando por: qual é o nosso problema com os gordos?

Sobre a transformação do padrão de beleza, das rechonchudas musas da Renascença às modelos esquálidas e/ou musculosas de hoje, já se escreveu bastante. A pergunta que me desperta maior interesse não se refere – apenas – ao fato de acharmos as gordas feias, de relacionarmos gordura com feiúra. A questão que mais me intriga é: por que muitos acham as gordas (e os gordos) repugnantes? Se você não disse ou pensou, já ouviu alguém dizer: “olha que gorda nojenta!”.

Horrível. Mas tão comum que nos obriga a ir em frente.

Com todas as diferenças que, para nossa sorte, garantem a diversidade do mundo, somos impelidos a ser politicamente corretos. Fazer piadas com aquelas que foram as vítimas de sempre até não muito tempo atrás, como negros, gays, deficientes etc, pega mal hoje em dia. Temos de ser politicamente corretos ou corremos o risco de ser processados – ou mesmo de acabar na cadeia. Por que o privilégio de não ser ridicularizado não foi estendido aos gordos? Sobre os gordos podem ser ditas as coisas mais cruéis. E ainda se manter do lado certo da força.

O que diz o senso comum sobre os gordos? Primeiro, que são feios. Em geral, o máximo de elogio que um gordo consegue arrancar é: “Que pena, tem um rosto tão bonito...”. Dizem que são preguiçosos. Se fizessem exercícios – e como ousar não se exercitar neste mundo? – perderiam aquela pança. Afirma-se também que são sem-vergonhas. Se tivessem vergonha na cara, respeito próprio, fechariam a boca e seriam magros. E, então, poderiam pertencer ao clube dos magros felizes (????!!!!).

Portanto, segundo o senso comum, além de feios e preguiçosos, gordos também teriam falhas de caráter. E, como tudo, para as mulheres acima do peso é ainda pior. Neste mundo em que se compram peitos, bocas e bundas no crediário, soa imperdoável não arrancar a gordura à faca. Já ouvi muitas vezes frases como estas, referindo-se a alguém com mais quilos do que o “permitido”: por que não faz logo uma cirurgia de redução de estômago? Seguida por uma cirurgia reparadora e uma lipoescultura? Simples assim.

Sobre o estado psíquico dos gordos, a percepção é confusa. Por um lado, persiste a ideia de que todo gordo é engraçado. É um pândego. Como bobo da corte ou comediante, ele pode ser aceito. Nós mesmos, só conhecíamos Fabiana Karla como atriz do Zorra Total. Ninguém imaginou que, ainda que fazendo o papel de “gorda”, ela pudesse ter outros recursos que não a graça. Que os gordos mostrem nuances que não virem piada nos surpreende. Que eles possam nos fazer pensar sobre outras dimensões da vida é inesperado. Que tenham questões existenciais que não girem em torno de uma balança é estarrecedor.

Por outro lado, o senso comum também diz que, se é gordo, só pode ser infeliz. A maioria de nós acredita e repete isso. Fulano come demais, é infeliz. Fulano não consegue fechar a boca, é infeliz. Fulano compensa a infelicidade comendo. Ora, desde quando magreza se tornou sinônimo de felicidade? Você, magro ou magra, é loucamente feliz? Está rolando de rir vida afora? Ops, magros não rolam.

O mais disfarçado dos preconceitos vem embalado pelo discurso da saúde. É verdade que a obesidade está crescendo no Brasil. E é verdade que isso é sério. E é legítimo e relevante pensar e discutir o fenômeno com responsabilidade.

Mas será que não há um exagero nisso? Ou pelo menos do uso preconceituoso que se faz de uma questão tão séria? Hoje, quando olham para um gordo, além de feio, preguiçoso e sem-vergonha, muitos enxergam também um doente. Gordura virou sinônimo de doença. E nossa sociedade, que morre de medo de morrer, foge da doença. E das pessoas doentes. Os gordos parecem ser os leprosos de nosso tempo. E esta seria minha primeira hipótese para a repugnância que as pessoas gordas parecem evocar.

Não se trata de afirmar que a gordura não está relacionada a doenças – ou que a obesidade não seja uma doença. A Organização Mundial da Saúde afirma que é, quem sou eu para discordar. Só tento mostrar que é preciso tomar cuidado para não cometermos as mesmas crueldades que nossos antepassados consumaram ao exorcizar epiléticos, isolar leprosos. Todas essas práticas sempre foram realizadas em nome do “bem”. Guardadas as proporções e o momento histórico, nossa sociedade pode estar transformando os gordos, com os instrumentos desta época, nos culpados pela nossa impotência diante da doença e da morte.

Hoje a vida tornou-se uma patologia. Difunde-se que muito do que sentimos não deveríamos sentir. O ideal seria só sentir alegria num corpo magro, musculoso e eterno. Para cada sentimento e estado que extrapole estes limites impossíveis há uma patologia e uma penca de remédios e procedimentos cirúrgicos para “curá-la”. Acredito que vale a pena ter um pouco de cautela, enfiar alguns pontos de interrogação na cabeça, antes de sairmos rotulando todos os gordos como doentes. E, pior, com uma doença que dependeria só de boa vontade individual para ser curada.

Eu sou mais ou menos magra. Longe, bem longe do peso de uma modelo, mas ninguém me chamaria de gorda na rua. A maior parte da minha família é magra. E todos nós temos doenças. Eu tenho quatro hérnias de disco. Meu pai, mesmo com um metabolismo fenomenal e índices de colesterol e triglicérides perfeitos, tem problemas cardíacos desde jovem. Meu irmão do meio não tem um grama de gordura a mais no corpo, come alimentos saudáveis e se exercita com método: a cada semana corre quatro dias, faz musculação e natação em outros dois. Ainda assim, é um pré-diabético.

Parece-me lógico que o envelhecimento traga doenças. A vida nos gasta. Nosso corpo também tem prazo de validade. Pela biologia, estamos prontos para morrer assim que alcançamos a idade reprodutiva, transmitimos nossos genes e criamos nossa prole. Conseguimos, à custa da Ciência (e ainda bem que conseguimos!) espichar nosso tempo de vida e até com qualidade crescente. Mas, infelizmente, não vamos nos livrar das doenças. Nem de morrer. É duro olhar para os limites. Mas não fazê-lo pode ser pior.

Os gordos podem ser vítimas de nosso medo de morrer. Pagam um preço alto pela nossa dificuldade de lidar com a desordem inerente à existência humana. Tornamos suas vidas insuportáveis – inclusive as lojas bacanas, que se recusam a oferecer números maiores que 42 – porque eles apontam em seus excessos aquilo que nos falta a todos: controle sobre a vida. Esta é uma hipótese, apenas. Acredito que existam muitas outras.

Acho importante tentar compreender porque insistimos em jogar os gordos na fogueira contemporânea. Por todas as razões que dizem respeito à vida de todos – e principalmente para não infligirmos sofrimento ao outro que nos ameaça com sua diferença. Só sei o óbvio: tanto medo, capaz de causar repugnância, revela mais sobre os magros do que sobre os gordos.

Talvez, num dia próximo, não seja preciso escrever em termos de “nós” – e “eles”. A vida é diversa. Sempre houve os magros, os gordos, os altos, os baixos, os de olhos azuis, os de pele escura. Esta riqueza é um patrimônio humano que fez muito bem à espécie. Ser capaz de reter gordura, aliás, garantiu nossa sobrevivência por milênios. Quando os gordos lutam para ser magros, estão brigando contra a biologia. Algo nada fácil de fazer. Muito menos de vencer.

Se engordamos – por herança genética ou outras razões –, não há um só caminho a seguir, uma única estrada para a luz. Pelo menos acredito que não. Emagrecer não é a única alternativa – seja para atender ao padrão de beleza vigente ou para responder ao modelo de saúde atual. A vida é um pouco mais complexa que isso. E há muitas maneiras de medir sua qualidade – assim como o significado de uma existência plena varia de uma pessoa para outra tanto quanto sua disposição genética para esta ou aquela doença.

Se um dia eu engordar muito e tiver problemas de saúde por causa do peso, possivelmente vou optar por continuar comendo minha feijoada semanal. Porque comer o que gosto é uma dimensão essencial da vida para mim – importante o suficiente para não abrir mão dela. Para outra pessoa, privar-se de seus pratos preferidos pode valer a pena em nome de uma vida mais longa ou de vestir um tamanho 38. Cada um tem suas prioridades. É bom lembrarmos que o pensamento dominante atual sobre a saúde não é apenas um produto do avanço da medicina, mas um produto da cultura. E do mercado.

A “gorda” da peça teatral não quer ser magra. Depois de um percurso sofrido na adolescência, ela gosta do que é. E nós, na plateia, também gostamos. Em determinado momento, percebemos que, se ela reduzir o estômago e fizer uma super dieta, algo essencial dela se perderá. Não é apenas uma questão de arrancar gordura do corpo. O que está em jogo é bem mais do que isso.

“Gorda” nos dá a oportunidade de enxergar mais que um acúmulo de células adiposas em outro ser humano. Ao olhar para Helena, a personagem da Fabiana Karla, nos deparamos também com o tamanho extra-large de nosso preconceito. Mesmo quando embalado em nossas melhores intenções.


ELIANE BRUM
ebrum@edglobo.com.br
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

Retirado ">daqui
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Preconceito escancarado em relação a obesos

Como uma mulher cuja altura e peso me colocam na categoria de obesa na tabela de índice de massa corporal, recentemente me encolhi quando Michelle Obama falou sobre colocar suas filhas de dieta.

Embora tenha certeza de que as intenções da primeira-dama são as melhores, também sei que seus comentários sobre obesidade infantil acrescentarão um fardo ainda maior estigma de ter sobrepeso nos Estados Unidos.

Em agosto do ano passado, Delos M. Cosgrove, cirurgião cardíaco e presidente da prestigiada Clínica Cleveland, disse a um colunista do New York Times que, se pudesse se escapar legalmente, nunca contrataria um obeso.

Ele provavelmente conseguiria se safar, na verdade, pois nenhuma legislação federal protege os direitos civis dos trabalhadores gordos, e apenas um estado, Michigan, proíbe a discriminação baseada no peso.

Cosgrove pode ser direto demais, mas está longe de estar sozinho. Posturas públicas sobre gordos nunca foram tão críticas; estigmatizar pessoas gordas se tornou não apenas aceitável mas, em alguns círculos, necessário.

Já me sentei em reuniões com colegas que nem sonhariam em depreciar cor, sexo, classe social ou atratividade geral de alguma pessoa, mas que parecem tranquilos ao comentar sobre seu peso.

Ao longo dos últimos anos, os gordos se tornaram bodes expiatórios para todos os tipos de desgraças culturais. "Hoje, existe uma atmosfera onde não há problema em colocar a culpa de tudo no peso", disse Linda Bacon, pesquisadora nutricional e autora de "Health at Every Size: The Surprising Truth About Your Weight" (Saúde de Todos os Tamanhos: a Surpreendente Verdade Sobre sua Saúde, sem versão em português).

"Se estamos preocupados com a mudança climática, alguém aparece com um artigo sobre como as pessoas gordas pesam mais, portanto precisam de mais combustível, e culpam aqueles acima do peso pela mudança do clima. Temos essa forte crença de que é culpa deles, que tudo se explica pela gula ou falta de exercícios".

Não é segredo que ser gordo raramente é bom para sua carreira. Heather Brown experimentou isso em primeira mão. Alguns anos atrás, ela se candidatou a um emprego de redatora numa pequena organização sem fins lucrativos na região de Boston.

Depois de uma bem-sucedida entrevista por telefone, ela foi convidada a comparecer no escritório. "Assim que cumprimentei a entrevistadora, já sabia que ela não me contrataria", disse Brown. "Ela lançou um olhar de absoluto desdém. Durante a entrevista, ela nem mesmo olhava para mim, ficava olhando para o lado", diz. Brown, de 36 anos, trabalha hoje como reitora-assistente numa faculdade próxima a Chicago.

Essa história é familiar para pessoas como Bill Fabrey, advogado que fundou, em 1969, a Associação Nacional para Acelerar a Aceitação dos Gordos nos Estados Unidos.

Os arquivos da organização, segundo ele, são repletos de histórias de pessoas que perderam empregos ou promoções por conta do peso, ou que nem chegaram a ser contratas.

Algumas das mais deliberadas discriminações a gordos vêm de profissionais da medicina. Rebecca Puhl, psicóloga clínica e diretora de pesquisa do Centro Rudd de Diretrizes Alimentares e Obesidade, em Yale, estudou o estigma da obesidade por mais de uma década.

Mais da metade dos 620 médicos entrevistados para um estudo descreviam pacientes obesos como "estranhos, sem atrativos, feios e improváveis de obedecer a um tratamento" (essa última é significativa, pois médicos que acham que os pacientes não seguirão suas instruções acabam tratando e prescrevendo de maneira diferente).

Puhl disse estar especialmente incomodada com o quão abertamente os médicos expressavam seus preconceitos. "Se estivesse estudando preconceitos de gênero ou raça, eu não poderia usar as ferramentas de avaliação que uso, pois as pessoas não seriam tão verdadeiras", afirmou. "Elas tentariam ser mais politicamente corretas".

Apesar da abundância de pesquisas mostrando que a maioria das pessoas é incapaz de realizar mudanças significativas e de longo prazo em seu peso, fica claro que os médicos tendem a enxergar a obesidade como uma questão de responsabilidade pessoal.

Talvez eles vejam a vergonha como uma estratégia de tratamento de saúde. Caso seja verdade, isso está funcionando? Não muito.

Pessoas acima do peso fogem de tais julgamentos simplesmente evitando visitas ao médico, seja para exames de rotina, preventivos ou problemas de saúde urgentes.

De fato, Peter A. Muennig, professor-assistente de política de saúde em Columbia, diz que o estigma pode fazer mais que manter as pessoas acima do peso longe dos médicos: ele pode até mesmo deixá-los doentes.

"O preconceito é intensamente estressante", diz. "O estresse coloca o corpo em alerta total, o que eleva a pressão, o nível de açúcar, tudo que você precisa para combater ou fugir do predador".

Com o tempo, esses estresses crônicos levam a um quadro de pressão alta, diabetes e outras doenças, muitas delas (surpresa!) associadas à obesidade.

Em estudos, Muennig descobriu que as mulheres que dizem se sentir pesadas demais sofrem de mais doenças mentais e físicas do que aquelas que se dizem confortáveis com seu tamanho - não importando seu peso.

Um recente estudo mostra que, quando mais alta a massa corporal de um paciente, menos respeito o médico expressa por ele. E quanto menos respeito um médico tem por seu paciente, segundo Mary Huizinga, principal autora do estudo e professora-assistente da Escola de Medicina Johns Hopkins, menos tempo o médico passa com o paciente - e menos informação ele oferece.

No último outono nos Estados Unidos, a Universidade Lincoln, no sul da Pensilvânia, anunciou que iria pesar e medir todos seus calouros, e exigiriam que aqueles com um IMC acima de 30 se inscrevessem numa aula especial de fitness.

Defensores dos direitos dos gordos chamaram isso de discriminação: se a aula de fitness era tão importante para a saúde do aluno, não deveria ser obrigatória para todos? Os administradores da universidade voltaram atrás após um furacão de repercussões negativas.

Mas a controvérsia destaca o fato de que esse estigma não diz respeito a aprimorar a saúde dos indivíduos, como sustentam médicos como Delos Cosgrove. Se assim fosse, as conversas seriam sobre saúde, em vez de números na escala e tabela de IMC.

Linda Bacon conta a história de uma adolescente acima do peso, cuja escola passava por uma "campanha de bem-estar". Os corredores foram cobertos com pôsteres dizendo: "Evite a obesidade adolescente". Depois que os cartazes foram afixados, segundo a menina, seus colegas de escola começaram a ridicularizá-la em público, apontando para a menina obesa dos cartazes e dizendo: "Olhem a menina gorda".

Ela conta que os alunos mais pesados foram induzidos a sentir culpa por suas escolhas de almoço, enquanto os magros podiam comer qualquer coisa sem ouvir comentários - mesmo que fosse exatamente o que as crianças gordas estavam comendo.

"O estigma dá às crianças magras permissão para achar que há algo de errado com as crianças mais pesadas", disse Bacon, a pesquisadora nutricional. "E isso não ajuda com que olhem para seus próprios hábitos de saúde. Tem de haver uma maneira de fazer isso de forma mais respeitosa e eficiente", diz.

Harriet Brown leciona jornalismo para revistas na Newhouse School, em Syracuse, NY.

© 2010 New York Times News Service

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3 Perguntas - Camila




Antes de mais nada foram feitas as perguntas à musa de janeiro , porem ela alegou que faltava tempo pra responder a ate hoje aguardo as respostas. Ja que esclarecemos vamos as 3 perguntas a musa de Fevereiro

Camila

Gordinhas Maravilhosas:Como vc definiria a Camila?
Camila Lazarin:Haha, uma futura engenheira de alimentos loirinha, super alto astral, sempre sorridente e de bem com a vida!! Essa sou eu :D

GM:Vc é bem bonita e tem fotos no seu perfil que parecem profissionais..vc e modelo plus size? se nao é pensa em ser?
CL:Primeiramente obrigada pela gentileza, não sou modelo plus não, porém sou bastante fotogênica e algumas pessoas dizem que deveria ir atrás da carreira, porém.. o porém nem eu sei! Hauauiah mas bem que eu queria! =)

GM: Vc tem vergonha de se mostrar como é?o que diria as gordinhas que tem vergonha do seu corpo?
CL:Nunca tive, minhas amigas sempre diziam que me admiravam por isso, elas mesmo sendo magras as vezes ficavam reclamando de seus corpos. Mas também já ocorreu de me sentir insegura com alguns fatores do tipo “será que eles me acham bonita?” “será? Será? Será?” mas, nunca me faltou nada (se é que me entendem, rs). E pra vcs meninas, vocês vivem!! vcs tem um corpo!! tem todos os membros!! E são mulheres liiindas, então façam como eu, que todo dia de manha ao acordar me olho logo no espelho, e digo bom dia pra mim mesma, assim vejo o quanto eu sou especial aos olhos de Deus por ter uma vida maravilhosa, é isso que realmente importa, SER FELIZ!

Pessoal do Gmaravilhosas, obrigada por tudo, pela atenção e pela motivação de cada dia, continuem com este trabalho, pois tenho certeza que vcs ajudam muitas gordinhas por ai!!
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Pessoas acima do peso são vítimas de inúmeros preconceitos – podendo até ser discriminados no local de trabalho e considerados menos capazes para cumprir tarefas do que outros. E, quantas vezes aquele seu amigo politicamente correto, que não suporta racismo, não hesitou em fazer comentários sobre o gordinho que passou por perto?

Médicos também acham que perder peso é uma responsabilidade pessoal do paciente, mesmo com pesquisas que indicam que a maior parte das pessoas com sobrepeso não consegue perder uma quantidade significativa de massa a longo prazo, mesmo fazendo dietas.

O que acontece é um fenômeno estranho – por se sentirem estigmatizadas, pessoas obesas estão evitando ir ao médico para não se sentirem mal. Isso é extremamente prejudicial já que quem está acima do peso deve se preocupar ainda mais com sua saúde e fazer check-ups regularmente.

E segundo um professor da Universidade de Columbia, chamado Peter Muenning, o preconceito pode fazer mais mal do que afastar os gordinhos do médico: ele realmente pode deixá-los doentes. O preconceito é altamente estressante e estresse aumenta a pressão sanguínea – em obesos esse problema é ainda mais grave, já que eles estão mais propensos a terem hipertensão.

Diabetes é outra doença que também pode ser causada pelo estresse crônico. Em pesquisas, Muenning descobriu que mulheres que se sentem mais cheinhas sofrem de mais doenças físicas e psicológicas do que mulheres satisfeitas com seu peso (não importando quanto realmente elas pesavam).

Outra pesquisa mostrou que quanto maior o peso do paciente, menos respeito o médico mostra por ele, fazendo com que a pessoa passe menos tempo em companhia do médico – o que, além de comprometer a relação entre os dois, compromete a quantidade de informação que o paciente recebe sobre seu estado.ade de informação que o paciente recebe sobre seu estado.

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Um dia na vida de uma Plus Size

Eu peso 87 kg, tenho 1m 70, sou jornalista e… modelo! Há alguns anos essa afirmação seria motivo de chacota no meio da moda, mas hoje em dia muitas gordinhas vivem da publicidade de roupas e produtos destinados ao público GG. Conheço de perto esse mercado, e por isso decidi contar aqui, no blog FATshion, algumas histórias de bastidores e ensinar o caminho das pedras para quem quiser tentar a sorte como modelo Plus Size.

Para começar, vou mostrar o que rolou na preparação para o desfile do Mega Polo Moda, que aconteceu no início do mês em São Paulo.

Mais de 40 modelos Plus Size foram chamadas para o casting, que escolheria apenas 10 para pisar na passarela. Como pré-requisito, precisamos de um belo sorriso e um manequim mínimo de 46. Foram selecionadas profissionais de até 105 kg e as silhuetas variavam: quadril largo e cintura fina, coxas grossas e seios médios, costas largas ou não – o importante era ter grandes curvas.

Ok, o dia D chegou. Cabelo e maquiagem deveriam ser nossas principais preocupações, mas um café da manhã era servido e não perdemos a boquinha livre. Pães de queijo, misto frio, leite com chocolate, bolo de coco e outras “cositas mas”.

Carla Manso (eu), Jovianny Alessandra, Thami Fatal, Simone Fiuza, Andréa Delgado, Bianca Raya, Celina Lulai, Adriana Macioli e Alessandra Linder (Foto: Arquivo Pessoal)

Hora de arrumar as madeixas e pintar o rosto, que obrigatoriamente deve chegar sem nenhum vestígio de maquiagem. A prioridade é sutilmente dada às modelos “tradicionais”, mas a gente não se abala e na primeira oportunidade senta na cadeirinha dos sonhos. Nessa hora, percebemos que o penteado das magrinhas ganhou um rabo-de-cavalo com trança, enquanto o cabelo das gordinhas se mantém solto para moldar nossos rostos mais cheinhos. “Vocês ficam sempre à vontade, né? (risos)”, brinca a modelo magrinha Gabriela Gomes, de 19 anos, que vira e mexe se depara com colegas de tamanhos grandes em trabalhos de moda.


Eu, Juliana Telhada, Alessandra Linder e Jovianny Alessandra no make-up (Fotos: Andréia Delgado e Carla Manso)

Noto que algumas Plus Size usam cintas modeladoras, “para a roupa cair melhor e também para preservar o corpo, porque alguém pode gravar vídeos e jogar na Internet, como já fizeram uma vez”, conta Bianca Raya, com receio de virar piada virtual.

Nas araras

Entre as 310 confecções que desfilam no Mega Pólo Moda, 15 possuem peças em tamanhos grandes. Algumas lojas são exclusivas do público GG e outras costuram para diferentes silhuetas. Vale lembrar que esta é a 8ª edição do evento. “É fato que o segmento cresceu. Participei de outras seis edições e posso afirmar que o número de confecções, inicialmente, era bem inferior”, afirma Simone Fiúza, modelo Plus Size e dona da agência GGliter, da qual faço parte.

No primeiro desfile, agendado para às 10h30, temos Naif, Jes e Program:

Simone Fiuza veste casaco Program e Alessandra Linder usa Jes (Fotos: Marcia Fazoli/Divulgação)

O desfile das 12h recebeu Karina Bacchi no Mega Pólo Modas. Não aguentei e fui perguntar para ela o que achava do trabalho das Plus Size:

Karina Bacchi e a modelo Andréa Delgado no backstage (Foto: Carla Manso)

“Eu já vi ensaios do segmento, inclusive o da Fluvia Lacerda como Gisele Bündchen. Vamos mostrar para as adolescentes que acompanham a passarela e colocam a saúde em risco se esforçando demais para emagrecer que não é só a magra que se veste bem. Eu levanto a bandeira das baixinhas e há quem levante a das gordinhas”, disse a recém-milionária, vencedora do reality show “A Fazenda”, da Record. Para quem não sabe, Fluvia Lacerda é uma modelo de 29 anos que se tornou referência entre as gordinhas. Ela vive em Nova York e é mundialmente conhecida como ‘Gisele Bündchen Plus Size’.

Fluvia Lacerda, modelo internacional, conhecida como ‘Gisele Bündchen Plus Size’ (Foto: Divulgação)

E, por aqui, as grifes Eveíza, Shine e Grande Porte Morena:

Adriana Macioli usa vestido da Eveíza e Bianca Raya desfila modelito da Shine (Fotos: Marcia Fazoli/Divulgação)

O segmento está em ascensão, mas ainda é comum que profissionais do meio desconheçam o Plus Size. “É brincadeira, né? Não? Nossa… Mas é bom que este tipo de trabalho exista, principalmente no Brasil, onde os estereótipos são inúmeros”, palpitou Carlos Casagrande, sem esconder a surpresa ao descobrir que eu podia desfilar. O ator e modelo participa pela 3ª vez do Mega Pólo Moda, mas mal enxergava as poucas modelos que desfilavam para tamanhos grandes em edições anteriores. O modelo Felipe Juan, de 26 anos, contou: “É a primeira vez que vejo o trabalho Plus Size de perto.”

No backstage, com Carlos Casagrande (Foto: Arquivo Pessoal)

Eu, de terninho da Minas Center, e Juliana Telhada com figurino Pérola Oriental (Fotos: Marcia Fazoli/Divulgação)

Embora as modelos Plus Size estejam à vontade nas passarelas, as coleções ainda não refletem nossos desejos fashionistas. O sentimento geral é de que as peças não condizem diretamente com o que gostaríamos de usar no dia-a-dia. Afinal, idade e centímetros não representam a mesma unidade de medida. Quilos a mais não significam roupas menos jovens.

Eu e Jovianny Alessandra com peças da Dãrivam (Fotos: Marcia Fazoli/Divulgação)

Por hoje é só… No próximo post, vou contar como fui descoberta e como começou minha carreira de modelo Plus Size!

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O mundo é cruel com as gordinhas, principalmente as gordinhas

crystal26 Quando a Dove lançou a campanha com mulheres “de verdade” todo mundo aplaudiu. Isso gerou uma mini-tendência onde publicidade era feita usando modelos parecidas com mulheres reais, não deusas impossivelmente magras.

A mídia em peso (com trocadilho) comprou a idéia, muita, muita centimetragem foi conseguida apenas enviando press releases sobre campanhas com “mulheres de verdade”. Só quem não comprou a idéia foram… as mulheres de verdade.

Claro, em público o discurso era de total apoio, abaixo as magrelas, viva as curvas, viva as cheinhas. Essa era a interpretação racional, só que a mente humana e em especial a feminina NÃO funciona racionalmente. Muito da propaganda faz uso disso, e querendo ou não as campanhas de “mulheres de verdade” seriam interpretadas pelas tripas, não pelo cérebro.

Para comprovar o real efeito da publicidade com mulheres cheinhas duas Universidades, uma na Alemanha e uma na Holanda entrevistaram mulheres magras, normais e gordas medindo sua reação a anúncios com diversos biotipos de modelos.

Centenas de estudantes mulheres com índice de massa corporal baixo, mediano ou alto participaram do experimento. O objetivo era determinar o efeito das modelos na auto-estima das participantes, e os resultados são tristemente diferentes de todo o discurso politicamente correto anterior.

MIssPiggy

Caso 1 – Mulheres com baixo IMC

Ou mais claramente, magras. Estas se mostraram indiferentes. Ao mesmo tempo que se identificam com modelos magras, se distanciam nas medianas e das gordas. Não se vêem como elas, não têm medo de se tornar como elas.

Caso 2 – Mulheres com alto IMC

As gordinhas se ferram geral. Todas as modelos acertaram na baixa auto-estima delas. As magras por serem magras, as medianas por serem o corpo idealizado mas que não possuem e as modelos gordas, afinal se identificam com elas.

Caso 3 – Mulheres com IMC mediano

Aqui que a porca torce o rabo. Embora as mulheres deste grupo se sintam bem com modelos moderadamente magras, ao ver modelos moderadamente gordas sofrem uma queda de auto-estima, pois sua imagem interna as visualiza como elas.

Aqui cabe uma explicação: Quem dita o que é gorda ou magra é a indústria da moda, que parece corresponder ao estereótipo de ser dirigida por bees ensandecidas misóginas, dado o sofrimento que causam as mulheres. É IMPOSSÍVEL manter-se dentro dos padrões deles, nem se o Sr Dedo se tornar amigo íntimo da Sra Garganta.

Não há exemplo melhor do que Whitney Thompson, esta modelo americana que venceu o America´s Next Top Model é classificada como PLUS SIZED, categoria que funciona com um gueto para modelos gordas. O manequim dela é 10, equivalente ao 44. Estilistas já chegaram a exigir modelos com manequim ZERO para desfiles.

modelwhitney

Portanto, mesmo que a publicidade use modelos “gordas” como a Whitney, as consumidoras ainda a verão como gorda, e consequentemente não entenderão positivamente a propaganda. Estarão alienando todos os grupos menos as magrelas, que não estão aí pra nada, conforme demonstrou a pesquisa.

O que isso tudo quer dizer?

Algo que Steve Jobs vive demonstrando na Apple: Certas horas você NÃO pergunta ao consumidor o quê ele quer. Ele não sabe. Ele vai tentar racionalizar, vai tentar justificar e enrolar, vai te ditar uma série de diretrizes e no final mesmo que você as tenha seguido à risca, esse consumidor ficará insatisfeito.

Pesquisas e estudos como o que mostrei ainda são uma das ferramentas mais importantes para o entendimento do consumidor. Pesquisas tradicionais MESMO. No caso acima a Bala de Prata das Redes Sociais se mostraria basicamente inútil. Pior: Uma pergunta direta via redes sociais daria resultados completamente errados. As consumidoras em peso (ainda com trocadilho) iriam repetir o discurso de como é bom ver “mulheres de verdade’ mas (in)conscientemente prefeririam anúncios com modelos saradas.

Redes Sociais são ótimas para angariar opiniões e montar perfis sobre conceitos que podem ser racionalizados, mas entender o emocional nem sempre está ao alcance da ferramenta. É preciso fazer as perguntas certas, estudar as respostas e efetivamente interpretar o que o consumidor quis dizer, não o que ele disse.

Do contrário você continuará acreditando que ninguém baixa pornografia, ninguém acessa site de torrent e ninguém passa adiante email com Totem da Sorte.

Ou pior ainda, acreditará que nós homens não achamos edificante e não iríamos facinho em uma gordinha bem-resolvida como a totosuda Crystal Renn.

crystal1

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E você? Concorda com a metria? dê sua opinião
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Americana que pesa 270 quilos faz regime para engordar



Nota do Blogueiro: Nós sempre estimulamos o aumento da auto estima da mulher acima do peso. Mas isso é um exagero!!!
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Queen Latifah: aprenda com a atriz ideias bacanas para as gordinhas irem às festas

Quando se está acima do peso, ir a uma festa pode ser uma tortura, certo? Não necessariamente. Esqueça Gabourey Sidibe e pense em Queen Latifah. A atriz/cantora é gorducha, habituée do tapete vermelho e um exemplo para looks bem-sucedidos.

Ok, o desenho natural do corpo da atriz é meio caminho andado: apesar de grande, ela tem cintura, quadril moderado e boas proporções. Mas o segredo é a postura e as escolhas de Latifah. Nas fotos ao lado, mesmo em épocas com mais peso, ela demonstra ter bom olho para o que lhe cai bem.

A atriz não esconde as formas avantajadas - até porque seria muito difícil - mas valoriza o que tem de melhor: as pernas e o colo. Latifah prefere as cores escuras, como preto e marinho, o que obviamente a deixa mais esguia. Mesmo assim ela não deixa totalmente de lado os tons claros e, quando opta por estes, foge dos "extras" que ajudam a aumentar o volume: bordados e tecidos brilhantes como o cetim, salvo raras derrapadas, ficam restritos aos pretos e afins.

Drapeado aparece bastante e, ao contrário do que a maioria das mulheres pensa, o efeito pode não aumentar a área coberta. "Mas tem que ser com tecido fino, opaco e de caimento pesado, como o chiffon ou a seda", explicou Gloria Kalil. Confira na galeria ao lado alguns looks da atriz.



Retirado daqui

No site oficial tem mais looks dela
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