"Diário GG" - A favor da vida, mas não do sofrimento
Olá pessoal!!!
E ai como estão?? Essa semana foi bem corrida e gratificante! O É Pra Elas completou um ano de existência, e o número de acessos e seguidores da nossa página do face estão aumentando cada vez mais. Tá rolando até uma vaquinha (sugestão de uma leitora) pra eu ir pro Rio de Janeiro fazer a divulgação do blog, e claro me reunir com meus amigos colunistas. Além disso tudo recebemos alguns presentinhos pra compartilhar com os leitores..Passem lá por que as novidades não param!!
Bom, rolou essa semana a votação no STF para ver se é considerado ou não crime o aborto de fetos anencéfalos, ou seja, sem a formação do cérebro ou parte dele. E o assunto deu muito pano pra manga, principalmente no confronto religião x ciência.
Sou espírita, e na doutrina aprendemos que todos estão aqui para evoluir, e que já escolhemos nosso caminho antes de encarnar. Porém, até lá em casa rolou uma breve discussão sobre o tema. Mesmo sendo espírita, me pondero à pensar com a lógica da ciência em certos assuntos e acabo deixando de lado a crença.
A votação nada mais é que dar uma opção às mães de abortar ou não quando é descoberta a anencefalia, sem que seja considerado crime. As justificatvas são plausíveis, principalmente quando em muitos casos, a mãe faz o atestado de nascimento e de óbito no mesmo dia. Isso é doloroso pra qualquer mulher que sonha com a maternidade.
Para cuidar de uma criança anecéfala são necessários milhões de reais, e vamos supor que a mãe não possua verba, seja de classe baixa... E ai, melhor abortar no começo ou largar essa criança numa caixa de sapato no meio da rua?? Como sabemos que acontece até mesmo com bebês sem nenhum tipo de problema de saúde.
É possível identificar uma anencefalia no começo da gestação, o que vem a ser menos doloroso para a mãe. No código penal é permitido aborto no caso de estupro ou quando a vida da mãe corre risco, mas nada é citado à respeito da anencefalia, já que é crime interromper uma vida. Mas ai entra o meu parecer (uma singela jornalista e blogueira), no estupro a criança está sem problemas nenhum, é uma gravidez indesejada ok, mas é sim uma vida! Não acho certo o aborto nesse caso. Já como citei, o bebê anencéfalo não tem possibilidade de vida, muitos morrem pouco tempo depois de nascer, infelizmente são tidos como 'vegetais'.
"A interrupção nesses casos não é aborto. Então, não se enquadra na definição de aborto do Código Penal. O feto anencefálico não terá vida extra-uterina. No feto anencefálico, o cérebro sequer começa a funcionar. Então não há vida em sentido técnico e jurídico. De aborto não se trata", afirmou o advogado da entidade, Luís Roberto Barroso durante sua sustentação oral no plenário do STF.
Tema complexo e extremamente polêmico, mas que ainda sim visa uma alternativa para evitar sofrimento, abandono e desetruturação em famílias que não tem condições de criar uma criança com essa dificuldade.
Sou a favor da vida, mas não sou a favor do sofrimento!
Não peço que concordem, respeito a opinião de cada um, afinal as opiniões são variadas em temas como esse... Mas, resolvi escrever sobre isso como uma espectadora.
Desejo à todos um excelente fim de semana!!! Mandem e-mails!! ;D
#BEIJOSSSSSS









5 Comentários
Não sei nem porque homens estão votando porque eles nunca vão saber o que é carregar uma criança no ventre e menos ainda deveriam estar decidindo o que uma mulher deve ou não fazer com o corpo dela. Isso é algo que cabe a nós mulheres e a mais ninguém.
Ontem mesmo discutia isso com meu namorido enquanto assistia JN, é uma situação complexa, porque na minha cabeça interromper antes ou depois de qualquer forma vai trazer sofrimento para a mãe e família envolvida, não faz diferença em relação a sentimentos envolvidos, se é que me entendem, pois do momento que nós mulheres nos descobrimos grávidas já nos apegamos e amamos incondicionalmente nossos filhos. Será um sofrimento de qualquer forma. Do ponto de vista espiritual mesmo decorrente do destino e até para que a missão desse ser aconteça, todos envolvidos teriam de passar por isso, como você disse pela teoria espírita concordaram com isso antes mesmo de virem a terra. Do ponto de vista social concordo contigo, uma mãe pobre iria dar a luz a seu filho e vê-lo morrer sem os cuidados caríssimos que ainda sim não lhe renderiam expectavida ou garantia nenhuma (mas em todos os casos isso não acabaria acontecendo?). Pensando nisso tudo eu que sou mãe sinceramente ficaria tanto em dúvida que até me decidir já estaria na mesa do parto. Pensaria em milagres seja da ciência ou do mundo desconhecido, pensaria no meu papel de mãe, pensaria no que gostaria esse filho...e pensando nisso tudo e por todos os motivos, se fosse o meu caso talvez e até por tantas dúvidas levaria minha gravidez adiante e cumpriria o meu destino de mae e ficaria com meu filho até o ultimo momento que ele precisasse de mim, mesmo que isso durasse apenas um milésimo de segundo do seu nascimento ou uma ou duas semanas de vida. Eu sei, não seria nada nada fácil para mim, estar ao lado e amar infinitamente alguém que a qualquer momento irá me deixar, e seria mais que dolorido saber que aquele pedaço de mim irá embora sem que tenhamos uma história, fotos ou sem que ele veja como seria viver sua vida...mas a vida é assim, os bons morrem jovens (ou não) e pensando nisso tudo, mesmo parecendo louca, esperançosa demais eu faria tudo e daria todo amor sonhado e imaginado e teria a certeza de que aquele ser que mesmo sem cérebro e sem chance alguma de vida, de alguma forma e pela consciência do que sou, viveu!
O Brasil é um estado Laico... o que isso quer dizer? Que Estado e religião não se misturam. O que mais me assustou nessa votação foi que as pessoas usavam argumentos religiosos para comentar o assunto. Pois bem, acho que é preciso pensar além da religião, pois a permissão para se abortar em caso de anencefalia não quer dizer que TODA mulher terá que abortar, mas sim dar a opção de se fazer a escolha menos dolorosa, porque o sofrimento existe. Cada um sabe o quanto aguenta, se a mulher optar por levar a gestação até o final, mesmo sabendo que que o filho não irá sobreviver após o nascimento, ela poderá fazer isso. Mas se optar por interromper a gravidez, ela também poderá.... porque convenhamos, é uma tortura psicológica levar uma gestação adiante sabendo que seu filho morrerá, que não terá condições para sobreviver, ser obrigada a entrar na justiça para ter o direito de interromper uma gravidez que você sabe que não "vingará"? Sou a favor da opção pelo aborto nos casos de anencefalia, sou a favor da opção, permitida por lei. Com essa permissão, cada mulher que enfrentar uma gestação de feto anencefalo poderá oprtar, se quer abreviar o próprio sofrimento, ou não.
concordo plenamente!
A 12 anos atrás eu descobri aos 6 meses de gestação que meu bebê era anencéfalo, me desesperei a princípio ms depois me resignei e levei a gestação até o nono mês, para ser ms exata ele nasceu com 42 semanas de parto normal no Instituto Fernandes Figueira, nasceu morto, ms no meu entendimento se eu fui escolhida para tê-lo com certeza existiu um propósito, tbm espírita Kardecista e a espiritualidade me ajudou muito a responder os meus questionamentos...Bjs!!!
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