"Último Romance"
Quando eu era criança, já era noveleira. E amava a novela Carrossel! (ainda não vi o remake... presta?!).
Sim, eu era Laura: a gordinha super romântica, que vivia comendo e suspirando, uma fofura de tão doce!
Qualquer semelhança entre Laura e
eu não é mera coincidência. Além do fato de ser gordinha e de também
amar um sanduíche, carrego no meu coração o prazer e o martírio de ser
uma mulher "tão romântica"!!!
Fiquei inspiradíssima a escrever sobre Amor, não só porque amanhã é Dia dos Namorados, nem tampouco porque vi um vídeo no Fantástico exibindo um pedido de casamento foférrimo:
Mas principalmente porque quero declarar o meu amor por Wescley, meu marido há quase 7 anos, e que ontem (10) fez aniversário.
Mas vamos por partes. Antes quero falar um pouco do meu jeito-Laura-de-ser. Comecei a me apaixonar aos 8 anos (pasmem!): o nome dele era Gustavo e tinha olhos verdes da cor do mato. Lindo de viver! Depois veio Joamilton (olha o nome do menino!), quando eu tinha 11 anos: um dia roubaram meu diário e descobriram minha paixão, please! um buraco pra eu me enterrar!... Depois veio o primeiro namorado, aos 12 (é, comecei cedo hehe)... chamavam o rapaz de Branquinho, mas na verdade era Sebastião rsrs... Então veio um namoro mais longo, um pouco desgastante e aí começaram as loucuras de amor... Não só loucuras boas, mas também aquelas que cometemos na hora da briga, da raiva e do rancor... Lembro, dessa época, uma loucura só, bem ruim: acabamos o namoro e, num ataque de fúria, queimei todos os presentes que ele havia me dado: ursinhos de pelúcia, perfume, pulseira e todas as cartas ridículas... inesquecível!
Isso sem falar nos amores platônicos, que não foram poucos! Já escrevi carta anônima pra uma dezena deles... uma delas deixei dentro de um livro da biblioteca da faculdade, até alguém encontrar e entregar ao destinatário lindo do meu coração. Desses platônicos, apenas 1 se realizou... ele tinha sido meu professor quando eu era criança (sempre tive queda por professores afffiii!), e nos reencontramos quando eu tinha 19. Daí pra juntar as escovas de dente foi um pulo! Nessa época da minha vida, quando eu já escrevia poesia, a inspiração pras loucuras de amor foi absurda demais da conta! Loucuras que misturavam amor e dor, mágoa e carinho. Teve um aniversário em que enchi 30 e poucos balões (o número da sua idade), e, dentro de cada um, havia uma tarefa a cumprir, do tipo "me dê 30 beijos no cangote" ou "recite uma poesia pra mim"...etc; também já tive de preparar um fim de tarde romântico no meio de um teatro em construção, com direito a flores, velas e tapete vermelho; fora as quase 100 poesias que escrevi dedicadas àquele romance, que acabou de forma triste, mas que deu vez a outro, ao que eu espero ser o meu "Último Romance".
"Último Romance" é o título desse post. "Último Romance" é uma música de Los Hermanos. Ao som de "Último Romance" ao vivo, Natal/ 2006, nos beijamos e selamos nosso amor. Esse amor por Wescley que eu quero e sei que será o meu único romance, meu último amor.
Ah... por Wescley já fiz milhares de coisas... coisinhas simples, mas tão significativas e verdadeiras. A gente tem que comemorar o Amor, tem que amar o Amor. Por ele, já escrevi todo tipo de declaração: escrevi uma carta datilografada, um telegrama (mesmo morando na mesma cidade), uma carta toda feita com a mão esquerda, em homenagem à "canhotice" dele, uma carta feita de olhos fechados... Já elaborei um caderno de atividades bem didático, todo cheio de tarefinhas pra ele responder como um bom aluno que deve ser...rsrs... já escrevi cartas com metros e metros de amor, já desenhei sem saber desenhar, já cantei sem saber cantar, fotografei, beijei, amei... tive um filho e uma certeza: de que quero viver ao seu lado pra sempre! Por que...
"... na porta da minha alma, o seu nome está grudado e minha vida se desarruma no carinho dos seus olhos quando acordam..."
Bem... essa foi a minha homenagem ao Dia dos Namorados.
E vocês: já fizeram alguma loucura de amor?! Conte pra gente um desses momentos ou se declare pra pessoa da sua vida! Curta muito esse dia, seja muito feliz!
Beijos fofos da Violoncela!
* O poema em destaque é o "Soneto de Amor Total", de Vinícius de Morais.








4 Comentários
Lindo o testo, eu era viciada em Carrossel também, e ainda não consegui ver essa nova versão ... estou curiosa também para ver.Feliz Dia Dos Namorados assim como somos gordinhas e felizes ... Beijos
http://caldasaline.blogspot.com.br/
Que lindo!
Eu fiz um livro de poesias que nunca publiquei, e que 90% das poesias era pra uma história de amor que não deu certo. Na época eu tinha 16 anos, cada um seguiu sua vida, e 14 anos depois nos reencontramos e somos amigos até hj...
Excelente texto!
bjo!
Amor, paixão.. esses bichos são estranhos pra mim. Na maioria das vezes pulei fora dos relacionamentos antes mesmo de ficrem sérios por medo desse que se chama amor.
Fuji de inúmeros, descartei muitos outros e ignorei com dor essoas que poderiam estar me amando até hoje por medo do relacionameto chegar ao fim. Frustrante, eu sei. Mas o medo de não ser bom o suficiente sempre me domina, e prefiro fujir pra que a pessoa amada não descubra isso sobre mim. É isso que eu sou, um ser medroso. Que tem pavor de amar e ser amado. Tenho medo que me amem mais do que eu posso amar, e sofram a ponto de me darem o fora. Sou complicado. Parabenizo quem se aventurou desde muito jovem nos caminhos do amor e da paixão. Quem sabe um dia me amem o suficiente para que eu possa me sentir merecedor desse amor, e retribuir o tanto que quem me ama merece.
Não dá pra medir um sentimento.
Não dá pra dizer que o outro me ama mais, ou eu amo mais...
Independente da quantidade, o importante é ser real, o importante é sentir, e isso é viver...
Corremos o risco da decepção, porém quem não se arrisca não vive...
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