Depoimentos dos entrevistados da reportagem "A ascensão da classe GG"
Cléo Fernandes, Gaby Amarantos, Leandro Hassum e Preta Gil falam sobre saúde, vaidade, preconceito e outros aspectos dessa mudança na forma como os gordinhos se veem e são vistosCRISTIANE SEGATTO, MARTHA MENDONÇA E NATALIA SPINACÉ
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Idade: 25 anos
Peso: 98 quilos
Altura: 1,78m
(Foto: Renato Stockler/Na Lata/ÉPOCA. Produção: Felipe Monteiro e Jairo Billafranca para Studio Bee Produções)
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Como se vestir bem: Roupas que marcam a cintura valorizam as curvas. Chame a atenção para o colo, com decotes em “V” ou quadrados. As botas de cano alto devem ser larguinhas na batata da perna e, de preferência, de bico fino para alongar.
Trecho da reportagem O triunfo dos gordinhos
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Idade: 33 anos
Peso: 76 quilos
Altura: 1,66 m
(Foto: Luiz Braga/ÉPOCA. Produção: Felipe Monteiro e Jairo Billafranca para Studio Bee Produções)
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Como se vestir bem: Use roupas que valorizem as formas avantajadas. Um jeans justinho para valorizar o bumbum; vestidos soltinhos, mas curtos, para mostrar as pernas grossas. Para quem tem peito grande, os decotes em “V” são ótimos.
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Idade: 38 anos
Peso: 142 quilos
Altura: 1,80m
(Foto: Stefano Martini/ÉPOCA. Produção: Felipe Monteiro e Jairo Billafranca para Studio Bee Produções)
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LEANDRO HASSUM, HUMORISTA DO PROGRAMA
OS CARA DE PAU
“Comecei a engordar aos 12 anos, no início na adolescência. Os colegas de escola não perdoavam a diferença. Não demorou para os apelidos e grosserias começarem a aparecer. No começo, eu reagia com violência. Batia nos meninos. Preferia ser o gordinho que todo mundo tinha medo a ser o gordinho zoado. Com o tempo, desenvolvi traquejo e artimanhas para lidar com os colegas. O humor foi a maneira que encontrei para me defender. Comecei a fazer piada de mim mesmo. Deu certo. Enxergo algumas vantagens no excesso de peso. Ele me fez desenvolver várias características que me ajudam, como a simpatia e o romantismo. É claro que também existe o lado ruim. A dificuldade em se vestir é uma das desvantagens. Sou vaidoso, sempre gostei de estar na moda, mas só consegui me vestir bem quando comecei a ganhar dinheiro suficiente. Hoje posso mandar fazer um terno Ricardo Almeida sob medida, mas antigamente era impossível encontrar roupas bacanas por um preço acessível. O “G” de algumas marcas equivale a um “P”. É ridículo. Achei sensacional a ideia da C&A de colocar a Preta Gil como garota propaganda. Isso é real. Quantas mulheres como a Preta você vê nas ruas? E quantas como a Gisele Bündchen? Já era hora de o mercado atender as pessoas reais. Não tenho nenhum problema de saúde, mas estou fazendo uma dieta. Minha meta é chegar aos 115 quilos. Preciso de agilidade no palco. Se perder um pouco de peso será mais fácil. Estou chegando aos 40. Preciso me cuidar. No início da carreira, ouvi várias vezes que para conseguir papéis era preciso emagrecer. Nunca segui esses conselhos. Cheguei a perder alguns personagens por causa do meu corpo, mas no teatro sempre tem trabalho para todos os biótipos. Resolvi apostar no meu estilo gordinho. Deu certo. Aprendi a conviver com o próprio corpo da maneira que é. Sempre me aceitei assim. Ser gordo nunca foi um grande problema, um sofrimento. Se você sofre por causa disso, emagreça.”
Como se vestir bem: Dê preferência às roupas escuras. Jamais use listas horizontais. Use roupas do tamanho certo. É uma ilusão achar que roupas largas disfarçam o excesso de peso. Ao contrário, elas dão mais volume. O mesmo vale para as barras das calças e as mangas: sempre devem ser do tamanho certo.
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Idade: 37 anos
Peso: 84 quilos
Altura: 1, 60m
(Foto: Tomás Rangel/ÉPOCA. Produção: Felipe Monteiro e Jairo Billafranca para Studio Bee Produções)
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PRETA GIL, CANTORA
“Cansei de ser maltratada pelas vendedoras antes de virar cantora. Sempre percebia um olhar preconceituoso. A expressão delas me dizia: “aqui não é o seu lugar”. Em 2008, depois de ter levado um “caixote” no mar de Ipanema, fui fotografada pelos paparazzi. Num programa de TV fui chamada de “baleia” e de “porca”. Entrei na Justiça e ganhei uma indenização de R$ 100 mil. A sentença do juiz foi belíssima. Ele enalteceu as formas fartas da mulher brasileira, em oposição ao padrão das modelos de passarela. Aquela foi a primeira vez que tive problemas reais de autoestima, mas a Justiça me fez renascer. No passado, tomei moderadores de apetite e emagreci 30 quilos. Fiquei flácida e resolvei fazer uma recauchutagem geral: plástica na barriga, lipoaspiração na cintura e silicone para levantar os seios. Foi uma mutilação que hoje vejo como equivocada. Os remédios me deixaram deprimida. Meus problemas estavam em outro lugar, não no corpo. Eu queria ser artista e não tinha coragem de tentar. Quando decidi ser cantora, parei com os moderadores e fiz uma reeducação alimentar. Hoje uso manequim 46 e me sinto bem resolvida. Vou apresentar alguns episódios do programa Superbonita, no canal GNT. Foi uma ótima surpresa saber que nós, gordinhas, estamos incluídas no universo da beleza. Não faço apologia da obesidade. Há limites de saúde que precisam ser respeitados. Estou reduzindo a gordura para equilibrar o colesterol. Paranóica e infeliz não serei nunca mais. Sinto-me bonita e nunca me faltou namorado. A coleção da C&A foi feita a partir de roupas que costumo usar. Gosto de vestido justo, decote e perna de fora. Tem até oncinha, que eu adoro. O mais importante de tudo é ter estilo e atitude. O maior desafio do nosso tempo é não cair na armadilha do padrão. É aceitar e querer ser diferente. Não perco jamais minha vaidade e não acredito, de forma alguma, que alguém de 55 quilos é melhor que eu só porque é magra. Muitas vezes precisei me impor, inclusive na minha família. Meu pai e a mulher dele, Flora, são obcecados por magreza. Vivem de regime, se controlando. Sempre me cobraram demais. Hoje eu corto logo. E agora ainda brinco que não posso emagrecer por questões contratuais”.
Como se vestir bem: Capriche no decote. Colo de gordinha quase sempre é bonito. Vestido do tipo cashequer, tipo envelope, transpassado na cintura, valoriza a silhueta e é ajustado de acordo com cada corpo. Outra boa opção é o vestido kafta, com manga tipo morcego e justo na cintura. E saia curta sempre que for adequado. Sofrer, jamais. Se a roupa estiver apertada, troque por um número maior.
Retirado daqui.












3 Comentários
É legal e não é, sabe?
Pq a gente ouve tanta coisa, e dali um mês a fulana mudou de opinião.
Não que é que não podemos mudar de idéia, mudar de opinião, afinal a vida está em constante mudança, mas precisamos de pessoas na firme proposta de levantar e levar a bandeira até o fim e quem está na mídia já tem meio caminho andado.
Vou torcer!
Eu já tinha lido os depôs no dia que li a materia da revista no outro post e gostei, sou fã por exemplo do Leandro Hassun e tenho gostado da atitude de Gaby amaranto no dança dos famosos diante do preconceito das pessoas que vem julgando o quadro e foi bom conhecer as histórias deles.
Tudo é realmente muito bonito,quando a obesidade não trava tua vida!
eles tem trabalho,dinheiro,amigos,fama....
mas isso são só alguns,
existe um grande numero de obesos,que perderam tudo...
a auto estima,a vida social,o emprego,
e não depende só de vc tentar se gostar e se aceitar,
a vida é uma via de mão dupla,
de que adianta eu me gostar,e ninguem gostar de mim?
tenho 120kg,o famoso rosto de garota Renoir,rosto de boneca e corpo...desastre
mas to sem emprego,sem amigos,sem faculdade,
sem dinheiro,morando com a mae,
usando leg com bata indiana,
sair na rua e só ouvir humilhação,é o fim do mundo,
sou obrigada a emgrecer,para não morrer de infarte,
terei de fazer plastica para tirar as sobras,
e só com 60kg,é que poderei dar o ar da graça,pela vida,
voltar a estudar,trabalhar,fazer amigos,
tudo porque perdi minha vida pela obesidade,
ser obeso é como ter filhos,
para alguns uma felicidade para outros uma prisão.
chega de hipocresia,
umas são felizes e aceitas,e outras vivem num inferno
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